terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CAIXA DE PANDORA

É sempre um novo final e um novo começo! Ou será que teimamos em continuar repetindo sempre as mesmas ladainhas, sempre falando que é diferente quando na verdade dentro da gente continua tudo igual? Cada dia o tempo passa, anda, corre, e se vão momentos preciosos da vida que construímos e a vivência de pessoas que hoje são importantes para nós, mas amanhã, bem.......se perdem nas curvas da estrada que percorremos. Tudo é passageiro, mas ao mesmo tempo é eterno enquanto dura, como dizia o poeta. Tudo passa, mas quase nada se esquece. Porque a saudade está ali para nos lembrar a todo momento, que "o tempo não para".

No entanto, ao invés de fazer a vida e o tempo aliados, os tomamos como oponentes de batalha. O ser humano ainda mantém firme a mania de querer lutar contra o tempo, de guerrear contra o mundo esquecendo que eles são adversários mais fortes e sábios. Não precisamos transformar a vida em um drama para dizer que a vivemos intensamente, mas mesmo assim teimamos novamente em dificultar e complicar coisas simples. E desse jeito esquecemos também onde está a felicidade. É como se a tivéssemos guardado em uma gaveta qualquer sem muito cuidado. Alguns durante a vida a encontram, outros não. Mas afinal, onde está a felicidade? Bem, a resposta dessa pergunta também é simples: dentro de nós mesmos. Mas talvez, porque seja tão simples, e nós tão complexos que não a conseguimos encontrá-la tão facilmente.

É...a vida é uma caixa de pandora repleta de surpresas, boas e ruins, só falta para a humanidade buscar a luz da serenidade, e aliar-se a sabedoria do tempo, para descomplicar o complexo, simplificar o complicado e assim encontrar no fundo da caixa não só a esperança de mudança e dias melhores, mas a felicidade que reside neles.

Bem-Vindo 2013!

Bárbara Pena

quinta-feira, 7 de junho de 2012



De alguma forma,
Ficou preso em mim um pedaço seu,
Que o tempo arrancou,
Mas que a saudade insiste em não deixar apagar

De algum jeito,
A vida perdeu o rumo,
Os sonhos se despedaçaram,
O horizonte perdeu o brilho

De alguma maneira,
Já não reconheço a imagem no espelho,
E perdida, tento inconscientemente te encontrar,
Em outros olhares, entre outros cheiros

De algum modo,
Eu já não sou nem metade do que eu era,
E por sofrer por tanto tempo calada
Me acostumei a solidão das palavras

Mas apesar de tudo
De alguma forma,
Tenho esta certeza dentro de mim
Que vou me reencontrar

Em alguma esquina qualquer,
Num dia ocioso,
Em que meus pensamentos encontrarão o caminho de volta,
Enfim serei feliz de novo!

Bárbara Pena, 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Plataforma

As coisas passam de uma maneira tão fulgaz que quando realmente paramos para observar sentimos que elas nunca nos perteceram. Essa sensação de que o tempo passa tão rápido e que é ao mesmo tempo longo e curto para fazer tudo o que queremos fazer. A vida às vezes parece que escapa pelos dedos e se esvai num oceano de lembranças. Todo o passado parece que foi irreal e o presente não parece trazer tantas esperanças como trazia a alguns anos atrás.

Quando foi que tudo mudou? Às vezes me pergunto isso, e fico pensando em como o tempo é relativo, como certas pessoas vem, transformam sua vida, remexem seu cotidiano e depois sem mais nem menos apertam o passo ou desaceleram e vão desaparecendo lentamente no caminho até num ponto que você já não sabe mais como tudo aquilo acabou. Amizades, amor, trabalho, experiências alegres e dificeís, tudo tão transitório, tão passageiro.

Eu sempro lembro da música "Todos os dias é um vai e vem, a vida se repete na estação, tem gente que chega pra ficar, tem chega que vai pra nunca mais, tem gente que vem e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar, tem gente que veio só olhar, tem gente a sorrir e a chorar, e assim chegar e partir só são dois lados da mesma viagem, o trem que chega é o mesmo trem da partida, a hora do encontro é também despedida, a plataforma desta estação é a vida desse meu lugar!" e imagino que estamos todos caminhando para uma mesma direção, a diferença é que cada um enxerga o caminho de uma maneira diferente, cada um passa pela vida de uma forma diferente. Mas no fim, no íntino somos todos iguais, com mesmos medos e desejos, uns com mais outros com menos, mas os mesmos.

O grande desafio seria então se arriscar, apostar todas as fichas e ver no que vai dar e futuramente colher as consequencias disso tudo. Pelo menos é melhor passar pela vida e dizer que teve ótimos momentos e histórias para contar de encontros, amores, decisões, desilusões, alegrias e tristezas, do que chegar no fim da caminhada e não ter nada para falar ou ninguém para ouvir.

by Bárbara Pena

quarta-feira, 28 de março de 2012

Devaneio de um Despertar



Seria o destino o caminho certo,
Uma reta consequente ou uma curva peralta?
Uma dúvida recorrente
Insistente que martela a mente:
Ir ou não ir, eis a questão!

Nas dúvidas persistentes, e na insônia diária
O calor que escapa pelas frestas da janela
E o frio da rua que invade o quarto
E os pensamentos que giram aleatórios
A respiração lenta na escuridão da noite

Pois então, seria o destino tão irônico?
Largar-me a penúria dos destroços de um coração arredio
E no penar e pesar sob um pesado julgo
De um mundo paralelo e solitário
Entregue ao governo de sonhos irreais?

Na gélida  brisa de mais uma madrugada
Uma bruma pesada traz a realidade
Que sorrateira transforma a noite em dia
O alarme que desperta a consciência que suspira
Era apenas mais um sonho que se acabou!

By Bárbara Pena

terça-feira, 31 de janeiro de 2012



"Vejo em meu rosto uma lágrima que cai,
É o que a tristeza faz,
O meu sorriso forçado me distrai,
Mas não me satisfaz.

Pra que viver uma vida sem sentido,
Quero a verdade no meu olhar,
Quebrar limites, sorrir sem ter motivos,
Perder o medo de me entregar..."
(Razões para Sonhar - S&J)

O que fazer agora, meu caro?
Como levantar e olhar para frente de novo?
Como aceitar? Como insistir?
Entregar-se a incerteza de um destino só?
Ou entregar-se as palavras e aos sentimentos deste momento?
Sonhar, seguir adiante ou desistir?
E agora, meu caro, para onde ir?
(Beco Sem Saída por Bárbara Pena)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tempo de Espera

Uma só palavra,
Neste caos completo,
Poderia fazer sentido,
Se a dissesses com verdade!

E a cada momento,
A memória irrompe meus pensamentos,
Traz-me de volta aquele instante,
E algo fica suspenso no ar.

A boca queria falar,
Mas o peito calou-se.

Apenas no olhar,
Soube que havia muito mais a dizer,
Mas que havia tempo para esperar
E esperança escondida no amanhecer!



Bárbara Pena

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pequenos detalhes

Conseguimos complicar coisas tão simples quando nos tornamos adultos. Perdemos a simplicidade do  olhar e nos cansamos tão fácil, pois já não conseguimos enxergar o todo, estamos obcecados com os detalhes inúteis. E embora negamos, somos uma sociedade perfeccionista, ou melhor, em busca de uma perfeição utópica. Somos quase novos renascentistas tentando desesperadamente traçar um padrão "do que achamos perfeito" para o ser humano. Mas o ser humano é diversificado demais para seguir uma linha reta. São tantos esteriótipos, máscaras e disfarces que usamos ou buscamos, que acabamos esquecendo o que está por baixo de todas as fantasias.

Fruto amargo desse esquecimento é a falta de sentimento com o próximo. Não nos preocupamos em olhar verdadeiramente para o outro e enxergar apenas o que existe por  detrás de todas as camadas de poeira acumulada pela destruição de tantas pedras do caminho da vida. Mas o mais impressionante  é que o que não conseguimos fazer, uma criança pratica naturalmente. Criança sorri e não tem medo de ser feliz, se alegra em ficar correndo em volta de um carro atrás das outras crianças até cansar, ou fica satisfeita em simplesmente em utilizar a imaginação para criar um mundo novo para brincar.

É....precisamos mesmo reencontrar esta criança que guardamos em algum canto de nós. Pois é tão triste ver aquele momento em que uma criança se transforma na frieza de um adulto, exatamente como no filme "Em Busca da Terra do Nunca" (aliás um ótimo filme). Eu diria que é até doloroso. Afinal a única coisa que realmente precisamos buscar não é a perfeição, mas sim a segurança de uma mão amiga que sempre irá nos aceitar do jeito que realmente somos!

Bom Feriado!

Bárbara Pena